Brasil foi um dos melhores pontos de observação do fenômeno, que teve 96% da Lua encoberta pela sombra da Terra
Brasileiros de diferentes regiões do país se reuniram durante a madrugada desta sexta-feira, 28, para acompanhar o eclipse lunar. Planetários, mirantes e museus organizaram eventos especiais para observar o fenômeno, que pôde ser visto em várias partes do mundo.
No Brasil, foi possível acompanhar todas as fases do eclipse. O fenômeno foi quase total: a sombra da Terra encobriu 96% da Lua.
No Rio de Janeiro, o Planetário do Rio disponibilizou 500 ingressos gratuitos para a programação. Os ingressos que estavam disponíveis na bilheteria se esgotaram em um minuto.
O público chegou preparado para passar a noite no local. Algumas pessoas levaram cadeiras de praia para acompanhar o fenômeno.
Antes do eclipse, os visitantes assistiram a uma projeção do céu na sala de cúpula. Depois, o terraço do museu serviu como plateia para acompanhar a Lua a olho nu e com telescópios, ao som de música ao vivo.
A dona de casa Neusa Maria da Silva foi ao evento acompanhada da filha e da neta. Ela contou que já havia visto um eclipse no mesmo local, quando tinha cerca de 17 anos.
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“Eu já vi aqui, mas eu tinha uns 17 anos. Agora para mim tá sendo valioso, uma experiência maravilhosa. Tô adorando.”
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No Rio de Janeiro, depois de um dia chuvoso, o tempo abriu durante a noite permitindo às pessoas acompanharem o fenômeno sem problemas.
No início do eclipse, a Lua foi ficando encoberta e ganhou um tom amarelado. No auge do fenômeno, à 1h13, ficou avermelhada.
🌖 O eclipse lunar acontece quando a Terra fica alinhada entre o Sol e a Lua. Com isso, a sombra do planeta é projetada sobre a superfície lunar.
A porcentagem da Lua coberta pela sombra determina o grau do eclipse. Como 96% do disco lunar ficou encoberto, o fenômeno foi considerado quase total.
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“Aí a porcentagem do que vai ser coberto é que dá o tamanho da parcialidade. Então esse é um eclipse quase total”, explica o astrônomo Alexandre Cherman.
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Observação em várias cidades
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O eclipse também foi acompanhado em outras regiões do país.
Em São Luís, um mirante organizou uma programação especial para o público. Em Olinda, um grupo se reuniu no Alto da Sé para observar o fenômeno. O local recebeu apaixonados por astronomia.
Em Belo Horizonte, a observação ocorreu no Museu de Ciências Naturais da PUC Minas. O espaço também reuniu pessoas interessadas em acompanhar o eclipse.
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“Eu fico fascinada, adoro ver. Para mim toda vez é motivo para vir e fiquei feliz que tá lotado”, conta a designer de moda Rafaella Cervantes.
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Outra participante disse que é uma entusiasta da astronomia e que enfrentou frio e sono para acompanhar o fenômeno.
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“Eu sou uma entusiasta do céu, da astronomia. Tô aqui passando um pouquinho de frio com sono, mas estamos firmes, aponta a dentista Malu Siqueira.
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Para um dos participantes, eventos como esse ajudam a aproximar a população da ciência.
“Para mim, essa possibilidade de levar astronomia e ciência do modo geral para as pessoas é o que mais encanta esse tipo de fenômeno”, pontua Cherman.
O próximo grande eclipse lunar será total e está previsto para 25 de junho de 2029.






