16 de março de 2026 17:21

Consumo de ultraprocessados no DF diminui, mas índices continuam elevados

Referentes a 2024, dados integram o mais recente boletim sobre estado nutricional e consumo alimentar elaborado pela Secretaria de Saúde 

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A ingestão de alimentos ultraprocessados apresentou uma redução entre os brasilienses. É o que mostra o mais recente boletim sobre estado nutricional e consumo alimentar da população acompanhada pela Atenção Primária à Saúde (APS), com dados referentes a 2024. Ainda assim, o estudo elaborado anualmente pela Secretaria de Saúde (SES-DF) mostra percentuais alarmantes. 

Os boletins são publicados todos os anos e apresentam o perfil alimentar e nutricional da população do DF. Segundo Gama, os dados servem de elemento para a elaboração de políticas públicas: “É de suma importância conhecer a população para planejar as ações voltadas à promoção da saúde e da alimentação adequada e saudável”, avalia a gerente do Serviço de Nutrição da SES-DF, Carolina Gama.

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Os adultos diminuíram em 5,3% a ingestão de ultraprocessados em 2024, alcançando 67%. Em 2023, o índice era de 72,36%. O consumo de bebidas adoçadas, como refrigerantes, sucos industrializados ou de fruta com adição de açúcar, também baixou, caindo de 52,58% para 49%. O grupo de gestantes, por sua vez, aumentou o consumo de ultraprocessados em 2024: 55%, pouco mais de 1% do que o registrado em 2023. 

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Alimentação das crianças

Entre o público infantil, os números preocupam. Aproximadamente uma em cada três crianças de 6 meses a 2 anos de idade consumiu alimentos ultraprocessados em 2024. Entre os mais velhos (de 2 até 5 anos), esse índice é superior a 78%. Desses, 9,63% já apresentam excesso de peso.

A situação se agrava entre crianças de 5 a 10 anos, com 83,56% consumindo ultraprocessados e 25% com excesso de peso, além de ser um grupo que frequentemente faz refeições assistindo televisão, hábito também comum entre os adolescentes. Nesta última faixa etária, 84,78% consomem alimentos do tipo, 27,86% apresentam excesso de peso e apenas 68% realizam regularmente as três refeições principais ao dia. 

O melhor cenário geral é demonstrado pelos idosos. Além de menos da metade optar por alimentos ultraprocessados (46,3%), a maioria — mais de 84% — ingere feijão, frutas, legumes e verduras, mantendo o hábito de fazer no mínimo três refeições principais ao dia.

 

Produtos industrializados

Os ultraprocessados são produtos industrializados que utilizam aditivos químicos (não naturais) para realçar o sabor e aumentar o prazo de validade. Possuem corantes e conservantes com elevado teor de açúcar, sódio e gorduras saturadas — elementos que, além do excesso de calorias, não fornecem os nutrientes necessários.

“Esses ingredientes acabam ‘conquistando’ o paladar, especialmente das crianças”, aponta Carolina Gama. “Uma alimentação baseada nesses produtos é geralmente acompanhada de excesso de peso e desenvolvimento de diversas doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.”

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*Com informações da Secretaria de Saúde