7 de março de 2026 04:41

Após ameaça dos EUA, Irã diz que manifestante não foi sentenciado à execução; Trump afirma que ‘matança parou’ no país

 

Donald Trump afirmou ter sido informado de que “a matança no Irã parou”, mas o presidente dos EUA não descartou uma ação militar contra o país por causa da violenta repressão aos manifestantes contrários ao governo.

De acordo com grupos de direitos humanos, mais de 2,4 mil pessoas foram mortas na recente repressão das autoridades iranianas em resposta aos protestos em todo o país.

Os comentários de Trump na quarta-feira (14/1) foram feitos depois que os EUA e o Reino Unido reduziram o número de militares na base aérea de Al-Udeid, no Catar. Autoridades disseram à rede americana de notícias CBS que a retirada parcial dos americanos foi uma “medida de precaução”.

O espaço aéreo do Irã ficou fechado para quase todos os voos por cinco horas durante a noite, com várias companhias aéreas anunciando que vão redirecionar os voos ao redor do Irã.

 

Imagem de comerciante de 26 anos, com cabelo curto e barba

 

O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido também fechou temporariamente a embaixada britânica em Teerã, que agora funcionará remotamente, disse um porta-voz do governo.

Donald Trump afirmou ter sido informado de que “a matança no Irã parou”, mas o presidente dos EUA não descartou uma ação militar contra o país por causa da violenta repressão aos manifestantes contrários ao governo.

De acordo com grupos de direitos humanos, mais de 2,4 mil pessoas foram mortas na recente repressão das autoridades iranianas em resposta aos protestos em todo o país.

Os comentários de Trump na quarta-feira (14/1) foram feitos depois que os EUA e o Reino Unido reduziram o número de militares na base aérea de Al-Udeid, no Catar. Autoridades disseram à rede americana de notícias CBS que a retirada parcial dos americanos foi uma “medida de precaução”.

O espaço aéreo do Irã ficou fechado para quase todos os voos por cinco horas durante a noite, com várias companhias aéreas anunciando que vão redirecionar os voos ao redor do Irã.

O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido também fechou temporariamente a embaixada britânica em Teerã, que agora funcionará remotamente, disse um porta-voz do governo.

Trump havia ameaçado anteriormente com “medidas muito severas” contra o Irã caso o governo executasse manifestantes, após surgirem relatos de que um homem de 26 anos que foi preso durante os protestos havia sido condenado à morte.

O comerciante Erfan Soltani seria executado na quarta-feira, informou sua família à BBC. Mais tarde, eles informaram ao grupo curdo de direitos humanos Hengaw, com sede na Noruega, que sua execução havia sido adiada.

Nesta quinta-feira (15/1), a mídia estatal iraniana informou que Soltani foi preso durante os protestos, mas negou que ele tivesse sido condenado à morte.

O Judiciário iraniano também reiterou que não tem plano para executar o rapaz.

Na quarta-feira, o jornal Hengaw havia reportado que a execução de Soltani havia sido “adiada”, mas que “sérias e contínuas preocupações” em relação à sua vida permaneciam.

Mas a justiça iraniana classificou as reportagens de veículos de mídia estrangeiros sobre Soltani como um “ato flagrante de fabricação de notícias”.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, também afirmou que “não havia nenhum plano” para enforcar pessoas.

Trump disse, da Casa Branca, que seu governo foi informado “por fontes confiáveis” que “as mortes no Irã estão cessando e não há planos para execuções”.

Quando questionado por um repórter, Trump disse que “fontes muito importantes do outro lado” o haviam informado sobre os acontecimentos, acrescentando que esperava que as notícias fossem verdadeiras.

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Gráficos mostra países com maior número de execuções em 2024

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As autoridades iranianas não teriam fornecido à família de Soltani mais informações sobre o caso, alegando apenas que ele havia sido preso por estar envolvido em um protesto.

Proprietário de uma loja de roupas, ele foi detido na cidade de Fardis, a oeste de Teerã, na semana passada.

Em resposta às notícias sobre possíveis execuções, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que “a forca está fora de questão” e que “não haverá enforcamentos nem hoje nem amanhã”.

Em entrevista à Fox News, ele também alertou o presidente dos EUA para “não repetir o mesmo erro que cometeu em junho”, acrescentando: “Se você tentar uma experiência fracassada, obterá o mesmo resultado”. Em junho de 2025, os EUA bombardearam três instalações nucleares do Irã por temerem que Teerã pudesse usá-las para construir uma arma nuclear.

As primeiras manifestações contra o colapso da moeda iraniana começaram no final de dezembro, mas rapidamente se transformaram em uma crise mais ampla de legitimidade da liderança do Irã.

Além do fechamento temporário da embaixada britânica em Teerã, a Missão dos EUA na Arábia Saudita aconselhou seu pessoal e cidadãos a “exercerem maior cautela e limitarem viagens não essenciais a quaisquer instalações militares na região”.

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Fonte: BBC