7 de março de 2026 04:41

Apple escolhe Gemini, do Google, para ser ‘cérebro’ da assistente Siri

As gigantes da tecnologia Apple e Google anunciaram, na última segunda (12), uma parceria que permitirá que as funções de inteligência artificial da próxima geração da Apple, incluindo a assistente virtual Siri, utilizem a tecnologia Gemini, da Google.

A colaboração representa uma mudança significativa para a Apple, que tradicionalmente desenvolve sua própria tecnologia.

Segundo um comunicado conjunto, a Apple selecionou a tecnologia de IA da Google após uma “avaliação abrangente”, que concluiu que o Gemini oferece “a base mais sólida” para as ambições de IA da fabricante do iPhone.

O anúncio representa uma aliança incomum entre duas empresas que concorrem há muito tempo no mercado de smartphones, no qual os sistemas operacionais iOS, da Apple, e Android, da Google, dominam globalmente.

No entanto, as duas concorrentes mantêm há anos uma parceria lucrativa: a Google pagou à Apple bilhões de dólares por ano para continuar sendo o mecanismo de busca padrão nos iPhones e em outros dispositivos da Apple.

Esse acordo foi alvo de escrutínio por parte dos reguladores da concorrência. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos argumentou, em um processo antitruste, que o pacto ajudava a Google a manter sua liderança nas buscas online, mas um juiz indicou que o acordo foi alvo de escrutínio por parte dos reguladores da concorrência. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos argumentou, em um processo antitruste, que o pacto ajudava a Google a manter sua liderança nas buscas online, mas um juiz indicou que o acordo poderia continuar.

O bilionário Elon Musk, dono de uma empresa própria de IA, a xAI, criticou o acordo, por considerá-lo anticompetitivo. Ele o qualificou de “uma concentração de poder insensato para a Google, visto que também tem o Android e Chrome”.

Segundo a imprensa, a Apple também avaliou associações com a OpenAI, Anthropic e Perplexity.

 

‘Trampolim’

 

Nem a Apple nem a Google divulgaram detalhes financeiros sobre o novo acordo de IA. Mas apenas a notícia da associação fez com que o preço das ações da Alphabet, empresa matriz da Google, superasse pela primeira vez a marca dos 4 trilhões de dólares (R$ 21,5 trilhões).

Dan Ives, da Wedbush Securities, afirmou que a parceria representa “um momento de grande validação para a Google” e “um trampolim” para que a Apple direcione sua estratégia de IA neste ano e no futuro.

A empresa cofundada por Steve Jobs é amplamente vista como atrasada em seus esforços para implementar capacidades de IA em seus produtos e, no mês passado, anunciou a saída do chefe de sua equipe de inteligência artificial.

No ano passado, a Apple adiou o lançamento de uma versão aprimorada do assistente virtual Siri e agora promete lançá-la até o fim deste ano.

Google, Microsoft, OpenAI e outros rivais tecnológicos vêm lançando modelos e funções de IA cada vez mais avançados em uma competição acirrada pela liderança do setor.

Apesar da colaboração, a Apple destacou que seu sistema próprio de IA, o Apple Intelligence, será usado para potencializar iPhones e iPads no próprio dispositivo.

A empresa também ressaltou que manterá o que descreveu como “padrões de privacidade líderes do setor”.

 

Fonte: Tilt Uol