Conhecidos como Wolbito, insetos não apresentam qualquer risco para a saúde dos humanos. Aedes aegypti é infectado com bactéria Wolbachia e, com isso, não transmite doenças
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Mosquitos Aedes aegypti “antidengue” vão começar a ser liberados no Distrito Federal a partir desta terça-feira (8).
O método, desenvolvido em parceria entre um laboratório particular, o Ministério da Saúde e a Fiocruz, busca combater a transmissão da dengue, do zika vírus e da chikungunya.
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🔎 Os mosquitos são inoculados com a bactéria Wolbachia, o que os torna “imunes” ao contágio por esses vírus que causam doenças. Com isso, deixam de oferecer risco aos humanos.
🔎 Conhecidos como Wolbito, os insetos podem até picar os seres humanos, mas não vão transmitir as doenças. A bactéria Wolbachia, que eles carregam, é inofensiva para nós.
“Liberando mosquitos com a [bactéria] Wolbachia em campo, a Wolbachia passa na reprodução desses insetos. A gente troca a população de mosquitos por uma população que tem Wolbachia e, portanto, é incapaz de transmitir doenças”, explica o gerente de implementação da Wolbito, Gabriel Sylvestre.
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As regiões onde os insetos serão liberados são:
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- Brazlândia
- Sobradinho II
- São Sebastião
- Fercal
- Estrutural
- Varjão
- Arapoanga
- Paranoá
- Planaltina
- Itapoã
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Em julho, a Secretaria de Saúde do DF informou que a liberação dos mosquitos deve ocorrer até janeiro de 2026.
Um núcleo regional foi preparado para a produção dos mosquitos inoculados com a Wolbachia. A bactéria está presente naturalmente em mais de 50% dos insetos na natureza.
Dados do Ministério da Saúde revelam que, em 2024, o Distrito Federal teve a maior incidência da dengue – ou seja, o maior número de casos por cada 100 mil habitantes. A capital federal teve mais casos, em proporção, que estados como Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Goiás.
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Como funciona a estratégia com os mosquistos “antidengue”? 🦟
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O método Wolbachia, criado nos anos 1980, é uma das principais tecnologias no combate à dengue e outras arboviroses.
Em 2024, completou dez anos de existência no Brasil e foi implementado em 11 municípios brasileiros, segundo a Secretaria de Saúde do DF. O Rio de Janeiro recebeu a primeira leva no país, em 2014.
A estratégia funciona da seguinte forma:
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- liberação de Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia para que se reproduzam com os Aedes aegypti locais
- ao longo do tempo, ocorre a substituição da população de mosquitos, todos com a bactéria Wolbachia
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Qual é o impacto?
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Segundo a Secretaria de Saúde do DF:
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- Na Indonésia, na região de Yogyakarta, um estudo padrão-ouro indicou até 77% na redução dos casos de dengue.
- No Brasil, em Niterói, um estudo publicado indicou que houve redução de 70% no número de casos da doença.
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Fonte: g1






