Acidentes envolvendo escorpiões aumentaram 44,7% no Distrito Federal entre janeiro e julho deste ano
Os acidentes com escorpiões aumentaram 44,7% no Distrito Federal neste ano. Segundo a Secretaria de Saúde, o aracnídeo é o principal responsável pelos acidentes com animais peçonhentos na capital.
Para evitar acidentes e até mesmo saber como agir em caso de picadas, o g1 preparou um guia de como agir em caso de acidentes com escorpiões.
Fui picado, e agora?
De acordo com a Secretaria de Saúde, apenas entre janeiro e julho deste ano, o DF registrou 2.572 acidentes com escorpiões. Um aumento de mais de 44,7% de casos em relação ao mesmo período no ano passado.
Após ser picado, a recomendação dos especialistas é:
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- Lave o local da picada com água e sabão para remover sujeira;
- Eleve o membro afetado para evitar que o veneno se espalhe mais rapidamente;
- Procure atendimento médico imediatamente.
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Para que o tratamento seja mais eficaz e assertivo, o ideal é que animal e sua espécie sejam informados.
➡️Se possível e seguro, tire uma foto do animal que ajude na sua identificação. A foto, contudo, deve ser feita com atenção e cuidado, para evitar outros acidentes.
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Para que hospital devo ir?
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Diversos hospitais do Distrito Federal disponibilizam soros antivenenos contra picadas de escorpiões. As pessoas que forem picadas pelo aracnídeo podem procurar os seguintes locais:
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- Hospital Materno Infantil de Brasília;
- Hospital Regional da Asa Norte (Hran);
- Hospital Regional do Guará;
- Hospital Regional de Brazlândia;
- Hospital da Região Leste (Paranoá);
- Hospital Regional de Ceilândia;
- Hospital Regional do Gama;
- Hospital Regional de Santa Maria;
- Hospital Regional de Planaltina;
- Hospital Regional de Sobradinho;
- Hospital Regional de Taguatinga.
Também é possível acionar ajuda através do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), que oferece atendimento 24 horas, pelos telefones: 0800 644 6774 e 0800 722 6001.
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Encontrei um escorpião, o que faço?
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Ao se deparar com um escorpião dentro de casa, a orientação dos órgãos de saúde é clara: não tente capturá-lo ou improvisar armadilhas.
Manter o animal vivo ou tentar sua captura não tem nenhum efeito produtivo, além de aumentar o risco de fuga e acidentes.
Se for seguro, o ideal é eliminar o animal utilizando um objeto firme — como uma pá ou pedaço de madeira, por exemplo — que permita atingir o escorpião com precisão, sem colocar em risco a integridade física do morador ou de outras pessoas próximas.
Após a localização do animal, entre em contato com Vigilância Ambiental pelo número 160, que envia uma equipe para analisar o local em busca de novos escorpiões, além de dar orientações sobre prevenção e segurança.
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Como me protejo?
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A mestre em biologia animal e professora da Universidade Católica de Brasília (UCB) Giovanna Nardelli, explica que esta época do ano há uma incidência maior desses acidentes no DF.
Isso ocorre porque além de ser o período de reprodução dos escorpiões, é momento que eles buscam por lugares mais frescos para se hospedar.
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“Durante a seca eles deixam seus abrigos naturais, como pedras e troncos, em busca de locais mais úmidos e frescos, muitas vezes encontrados dentro de casas, lojas ou depósitos. Esse movimento em direção ao ambiente urbano aumenta o contato com as pessoas e, consequentemente, os acidentes”, conta Nardelli.
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Para se precaver de incidentes, é possível tomar alguns cuidados. São alguns deles:
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- Vedar soleiras de portas;
- Reparar rodapés soltos;
- Manter todos os pontos de energia, telefone e internet devidamente vedados;
- Examinar toalhas, roupas e calçados antes de utilizá-las;
- Evitar que roupas de cama encostem no chão;
- Afastar camas, berços e sofás das paredes;
- Examinar caixas e outros objetos que possam abrigar escorpiões;
- Dedetizar e prevenir o aparecimento de baratas (principal alimento do escorpião);
- Manter ralos e canos, sobretudo os pouco usados, vedados e fechados;
- Deixar tomadas, lâmpadas e luminárias bem encaixadas e sem frestas;
- Vedar esses conduítes elétricos.
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Vale ressaltar ainda que, embora o período de calor e seca seja o de maior incidência desses acidentes, não impede a ocorrência de incidentes em outras épocas do ano. O cuidado deve ser constante.
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Fonte: g1






