Hotel com 144 apartamentos manda para aterro sanitário apenas nove sacos de lixo por mês. Rua dos restaurantes trocou contêineres por papa-lixos
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Já imaginou um hotel com 144 apartamentos onde o lixo de um mês inteiro cabe em nove sacos? E uma quadra de restaurantes onde os contêineres foram substituídos por papa-lixos, e comerciantes e clientes se comprometem em separar com rigor os recicláveis dos rejeitos diariamente?
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Estes são dois projetos de lixo zero, que funcionam em Brasília, e já dão resultados.
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Lixo zero: é a conservação de todos os recursos por meio da produção, consumo, reutilização e recuperação responsáveis de produtos, embalagens e materiais, sem queima e sem descargas na terra, água ou ar que ameacem o meio ambiente ou a saúde humana, de acordo com a organização Zero Waste International Alliance. Ou seja, é uma iniciativa que vê resíduos como recursos e os retorna ao ciclo produtivo em uma economia circular.
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Troca de lixeiras por residuários 
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Desde 2023, o LikeÜ Hotel, na Asa Sul, adota o modelo lixo zero. A redução de resíduos foi de 75% em relação ao que era produzido antes, diz Valéria Faria, CEO do hotel e líder do movimento Brasília Mais Sustentável.
25% do que o hotel descarta vai para o aterro sanitário do Distrito Federal; os outros 75% têm dois destinos: orgânicos vão para compostagem e recicláveis para empresas de reciclagem. .
Valéria diz que para aderir à prática, ela e os 40 funcionários fizeram treinamentos durante 2023 e houve uma mudança na comunicação interna e nos espaços destinados aos hóspedes.
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Em 2024, as lixeiras dos quartos foram substituídas por três residuários:
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- Para orgânicos: restos de alimentos que depois serão transformados em adubo;
- Para recicláveis: embalagens de isopor, garrafas de plástico, papel que serão reciclados e enviados para empresas de reciclagem;
- Para rejeitos: materiais que não são podem ser aproveitados pela reciclagem como absorventes usados e papel higiênico usado.
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Os hóspedes também recebem um manual de práticas sustentáveis, e o hotel desenvolveu uma estação de lixo zero, onde todos materiais descartados são separados nas três categorias – orgânicos, recicláveis, rejeitos – e a coleta é feita separadamente.
O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) leva os rejeitos para o aterro sanitário, os orgânicos são recolhidos por uma cooperativa de compostagem e os recicláveis vão para uma cooperativa de reciclagem.
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Quadra Lixo Zero
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Na Quadra Lixo Zero –CLS 404/405 – os contêineres foram substituídos por papa-lixos de recicláveis e rejeitos, em 2024. A conhecida Rua dos Restaurantes, na Asa Sul, também aposta no lixo zero.
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São seis papa-lixos:
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- Quatro para materiais recicláveis
- Dois para o descarte de rejeitos que não podem ser aproveitados pela reciclagem
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“A separação dos resíduos é feita pelos próprios usuários (comerciantes e frequentadores), que depositam os materiais nos contêineres semienterrados”, diz o Serviço de Limpeza Urbana (SLU).
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Sobre os dados da produção de rejeitos e recicláveis da quadra, o SLU disse que ainda não há registros da quantidade, uma vez que a coleta, feita pelos caminhões da empresa prestadora de serviços Valor Ambiental, não é realizada em uma única quadra.
Mas, para o Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal, os principais impactos da quadra lixo zero são:
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- Redução do lixo descartado de forma inadequada
- Melhoria da paisagem urbana
- Engajamento de comerciantes
- Aumento da conscientização ambiental
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Fonte: G1
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